Capela de São Sebastião

A Capela de São Sebastião foi construída a mando do benfeitor Major Raimundo Coelho de Albuquerque e foi inaugurada em 1925. Localiza-se na Praça Manuel Duca da Silveira, no centro da cidade. Da ampla calçada da capela é possível ver as árvores seculares de Acaraú. No mês de janeiro acontece a tradicional festa do Padroeiro São Sebastião em Acaraú, que se realiza ao longo de 10 dias com uma vasta programação religiosa e sócio-cultural, focando em uma nova temática a cada ano.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

A primeira igreja de Acaraú, consagrada como Nossa Senhora da Conceição, foi construída pelos próprios moradores da localidade. Era uma simples capelinha de taipa coberta de palha onde seriam realizados os atos de culto cristão. Antes da construção da capela os moradores pediram a presença do Padre Agostinho de Castro Moura, que  morava no povoado de Almofala, para sugerir o melhor local da construção do templo.  Segundo o livro “Município de Acaraú”, publicado em 1971, a capela foi levantada em 1749. O livro ressalta que na falta de documentos, as informações sobre a construção da primeira igreja de Acaraú foram colhidas de forma oral. Além disso, por ser um povoado situado em local ancoradouro à pequenas embarcações, que posteriormente se tornou porto, recebia um intenso fluxo de pessoas, o que contribuiu para a economia e um constante aumento dos moradores da Barra do Acaraú. Estes moradores necessitavam de um local onde os fiéis pudessem se reunir para o exercício da fé, dado o espírito religioso da época.
A partir do século XIX a capela foi substituída por uma construção de alvenaria, dai em diante passou por sucessivas reformas. Em 1902, na gestão do Padre Sabino de Lima, a igreja antiga foi destruída para dar lugar ao templo atual. Os ornamentos arquitetônicos foram realizados no período de 1943 à 1947 sob a responsabilidade do arquiteto Agostino Baume Odísio.
A Igreja Matriz mede 2.460 m² com área de cobertura de 1.150m². Sua torre central mede 45 metros, possui um enorme relógio de quatro mostradores e no alto pode-se ver uma bela escultura do Cristo de braços abertos. Seu carrilhão é composto por sete sinos, sendo que o maior deles pesa oitocentos quilos. No altar-mor a lâmpada do santíssimo é feita de prata e pesa cerca de 15 quilos.
Através da organizada Paróquia de Acaraú, a Igreja Matriz realiza muitos eventos religiosos durante todo o ano, reunindo sempre um grande número de fiéis, moradores de Acaraú e das localidades vizinhas. 

Árvores Centenárias de Acaraú

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As árvores centenárias além fazer parte do paisagismo do município de Acaraú, são lembradas em muitas histórias vividas pelos moradores de todas as idades. Grandes e vistosas, se localizam na Praça do Centenário, no centro da cidade, e presenciaram importantes momentos e acontecimentos do município.
As árvores foram escolhidas como lugar de memória pelos participantes do Projeto Patrimônio Para Todos com o objetivo principal de alertar a população acarauense para a importância da preservação do patrimônio natural pois, só em 2013, 11 árvores foram derrubadas no Centro da Cidade, entre elas plantas centenárias, que faziam parte da história e paisagismo de Acaraú.
As árvores foram derrubadas para colocar em prática um plano de recuperação das ruas. Com exceção de algumas pessoas, a maioria estudantes e professores, muitos foram a favor da retirada das árvores pois não entendem a importância da arborização e memória histórica, e que é possível unir o progresso à preservação da natureza e do patrimônio.
PPT na caixinha de memória do Povo Acarauense

PPT na caixinha de memória do Povo Acarauense

O Projeto Patrimônio Para Todos no município de Acaraú foi um sucesso! Comentado por toda a cidade, recebemos muitos elogios e agradecimentos. Todo o mérito vai para os participantes das oficinas, entrevistados, articuladores e todos que colaboraram para que tudo acontecesse de forma harmoniosa.

As oficinas encerraram no sábado, dia 09/11 com a apresentação das caixinhas de memórias e entrega dos certificados. Foi um momento de reflexão dos valores apreendidos e integração entre os participantes das turmas da manhã e tarde, que agora, juntos, foram incumbidos da missão de repassar conhecimentos sobre a memória e preservação do patrimônio.

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Descobrindo as riquezas de Acaraú

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O terceiro dia de oficina foi marcado por muito debate em torno dos bens escolhidos. Com ajuda dos participantes relacionamos muitos bens culturais e podemos perceber o quão grande é a riqueza desta terra. Em seguida fomos compor os grupos de pesquisa. A escolha das equipes e suas atribuições ocorreram de forma muito eufórica. Todos ficaram bastante instigados com a ideia de manusear máquinas, escrever textos, desenhar e registrar seus patrimônios.

“A reza nos côro do ladrão”

Árvore genealógica.

No primeiro tempo da tarde ouvimos as falas sobre o exercício da árvore genealógica, e tivemos a surpresa de ouvir uma grande história.
A história que ocorreu em Acaraú foi contada por uma das participantes da oficina, chamada Lili. Ela conta que enquanto pesquisava seus antepassados ouvia o pai falar sobre o seu avô, onde ele descrevia um episódio muito curioso.
O pai de Lili relata que o avô dela, em um dia desses nublado, resolveu deixar seu cavalo no pé da cancela. Ele estava muito apressado, depois de chegar da mata. Ao voltar para pegar o cavalo, o seu João não o encontrou mais onde havia deixado. Ele não pensou duas vezes! Indignado com a perca de seu precioso animal, fez sua reza mais poderosa, que determinava que o cavalo, onde quer que ele estivesse parado, ficasse ali mesmo, e não conseguisse mais seguir adiante até o encontro de seu dono.
Desesperado, o ladrão tentava, sem sucesso, fazer com que o animal se levantasse e seguisse. Perdendo tempo suficiente para que seu João e os filhos o alcançassem. “Eis que a reza fez valer o rei nos côro do ladrão, que nunca mais triscou os pés nas terras de seu Antônio.”
Lili conta ainda, que seu avô pretendia passar o conhecimento adiante, pois através desse dom conseguia ajudar a comunidade. À exemplo, ele ajudava a encontrar pessoas perdidas. Porém, seu filho, ao começar a aprender teve medo das vozes e visagens que vinham lhe ajudar a compreender melhor esse legado, e desistiu da ideia.
Seu João, por sua vez, faleceu. E o dom da reza daquela família foi enterrado.

Histórias e lendas… Começando PPT Acaraú!

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Já no primeiro dia de oficina muitos exemplos de manifestações culturais do município foram dados pelos participantes, uma delas foi a história vivida por Silviene que vale ser contada.

A participante contou que, como de costume, foi ao Açude do Marcolino, também conhecido como Açude das Piranhas, tomar banho com os amigos. Houve um momento durante o banho que Silviene avistou de longe uma cobra com uma cabeça imensa. Seus olhos eram ainda maiores se destacavam, formados por duas crianças recém-nascidas, uma de cada lado. Silviene sentia que o olhar da cobra estava os atraindo para as profundidades das águas. Impressionados os amigos resolveram imediatamente ir embora. No caminho de volta, de longe a turma avistou uma mulher com vestes negras que vinha ao encontro deles, ela segurava duas crianças recém-nascidas, assim como os olhos imensos da cobra. As batidas do coração aumentavam à medida que a distancia da mulher diminuía. Ao se aproximar a mulher misteriosa revelou:
Eu sou a cobra que apareceu no açude! Vim trazer minhas crianças para dar a vocês.
Silviene e seus amigos na hora rejeitaram a oferta da cobra mulher e foram embora sem olhar para trás.
Os participantes do Projeto afirmam que muitas pessoas viram e viveram histórias parecidas com as de Silviene no Açude do Marcolino. O local de memória se tornou temido por alguns moradores do município, pois abriga muitas histórias e lendas.