A cidade suas Histórias e Mudanças

Ao longo dos anos ocorreram diversas mudanças tanto na cidade, nos seus hábitos, como no cotidiano de cada morador.

Estudo em Equipe

Os alunos foram divididos em equipes com letras de musicas trazidas pelos facilitadores onde nelas as discussões inerentes a cultura, diversidade cultural e racial, manifestações artísticas e influências históricas na vida contemporânea. Os assuntos que tratavam as letras de música eram pertinentes às discussões que foram realizadas em sala, relativo às aulas teóricas. No final todos os grupos apresentaram suas músicas e realizamos um debate sobre as letras afim de descobrir as inúmeras possibilidades de interpretações existentes para cada uma.

Estudo em Grupo

O som que a galera do Patrimônio para Todos estudou, discutiu e curtiu são as seguintes músicas:

Etnia

Chico Science & Nação Zumbi

Composição: Chico Science

Somos todos juntos uma miscigenação
E não podemos fugir da nossa etnia.
Todos juntos uma miscigenação
E não podemos fugir da nossa etnia.

Índios, brancos, negros e mestiços
Nada de errado em seus princípios.
O seu e o meu são iguais
Corre nas veias sem parar.
Costumes, é folclore, é tradição.
Capoeira que rasga o chão
Samba que sai da favela acabada
É hip hop na minha embolada.

É o povo na arte, é arte no povo
E não o povo na arte, de quem faz arte com o povo.
É o povo na arte, é arte no povo
E não o povo na arte, de quem faz arte com o povo.

Por de trás de algo que se esconde
Há sempre uma grande mina de conhecimentos
e sentimentos

Não há mistérios em descobrir
O que você tem e o que gosta
Não há mistérios em descobrir
O que você é e o que você faz

Maracatu psicodélico.
Capoeira da pesada.
Bumba meu rádio.
Birimbau elétrico.
Frevo, samba e cores.
Cores unidas e alegria.
Nada de errado em nossa etnia!

From Unite States of Piauí

Badi Assad

Composição: Gonzaguinha

United States of…
United States of…
United States of…
…of Piauí

A minha prima lá do Piauí
Deixou de fazer renda só pra ver novela
A minha prima lá do Piauí
Não bebe mais garapa, vai de coca-cola

Luz de Candeerio não se usa mais
Luz artificial substitui o gás
Calça de couro, alvorada e brim
Deram seu lugar pra tal de calça Lee

United States of …
United States of …
United States of …
…of Piauí

A minha prima escreveu pra mim
E não fala “vem cá”, só fala “come here”
A minha prima lá do Piauí
Não bebe mais garapa, vai de coca-cola

Luz de candeeiro não se usa mais
Luz artificial substitui o gás
E vou mandar minha resposta breve
Pra United States of Piauí

United States of …
United States of …
United States of …
…of Piauí

Coisa da Antiga

Clara Nunes

Composição: Wilson Moreira/Nei Lopes

Na tina, vovó lavou, vovó lavou
A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada
E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar
Muita fumaça e calor no ferro de engomar

Hoje mamãe me falou de vovó só de vovó
Disse que no tempo dela era bem melhor
Mesmo agachada na tina e soprando no ferro de carvão
Tinha-se mais amizade e mais consideração

Disse que naquele tempo a palavra de um mero cidadão
Valia mais que hoje em dia uma nota de milhão
Disse afinal que o que é de verdade

Ninguém mais hoje liga
Isso é coisa da antiga, ai na tina…

Hoje o olhar de mamãe marejou só marejou
Quando se lembrou do velho, o meu bisavô
Disse que ele foi escravo mas não se entregou à escravidão
Sempre vivia fugindo e arrumando confusão

Disse pra mim que essa história do meu bisavô, negro fujão
Devia servir de exemplo a “esses nego pai João”
Disse afinal que o que é de verdade

Ninguém mais hoje liga
Isso é coisa da antiga
Oi na tina…

Sêmen

Mestre Ambrósio

Composição: Siba e Bráulio Tavares

Nos antigos rincões da mata virgem
Foi um sêmen plantado com meu nome
A raiz de tão dura ninguém come
Porque nela plantei a minha origem
Quem tentar chegar perto tem vertigem
Ensinar o caminho, eu não sei
Das mil vezes que por lá eu passei
Nunca pude guardar o seu desenho
Como posso saber de onde venho
Se a semente profunda eu não toquei?

Esse longo caminho que eu traço
Muda contantemente de feição
E eu não posso saber que direção
Tem o rumo que firmo no espaço
Tem momentos que sinto que desfaço
O castelo que eu mesmo levantei
O importante é que nunca esquecerei
Que encontrar o caminho é meu empenho
Como posso saber de onde venho
Se a semente profunda eu não toquei?

Como posso saber a minha idade
Se meu tempo passado eu não conheço
Como posso me ver desde o começo
Se a lembrança não tem capacidade
Se não olho pra trás com claridade
Um futuro obscuro aguardarei
Mas aquela semente que sonhei
É a chave do tesouro que eu tenho
Como posso saber de onde venho
Se a semente profunda eu não toquei?

Tantos povos se cruzam nessa terra
Que o mais puro padrão é o mestiço
Deixe o mundo rodar que dá é nisso
A roleta dos genes nunca erra
Nasce tanto galego em pé-de-serra
E por isso eu jamais estranharei
Sertanejo com olhos de nissei
Cantador com suingue caribenho
Como posso saber de onde venho
Se a semente profunda eu não toquei?

Como posso pensar ser brasileiro
Enxergar minha própria diferença
Se olhando ao redor vejo a imensa
Semelhança ligando o mundo inteiro
Como posso saber quem vem primeiro
Se o começo eu jamais alcançarei
Tantos povos no mundo e eu não sei
Qual a força que move o meu engenho
Como posso saber de onde venho
Se a semente profunda eu não toquei?

E eu
Não sei o que fazer
Nesta situação
Meu pé…
Meu pé não pisa o chão.

O fim da história

Gilberto Gil

Composição: Gilberto Gil

Não creio que o tempo
Venha comprovar
Nem negar que a História
Possa se acabar

Basta ver que um povo
Derruba um czar
Derruba de novo
Quem pôs no lugar

É como se o livro dos tempos pudesse
Ser lido trás pra frente, frente pra trás
Vem a História, escreve um capítulo
Cujo título pode ser “Nunca Mais”
Vem o tempo e elege outra história, que escreve
Outra parte, que se chama “Nunca É Demais”
“Nunca Mais”, “Nunca É Demais”, “Nunca Mais”
“Nunca É Demais”, e assim por diante, tanto faz
Indiferente se o livro é lido
De trás pra frente ou lido de frente pra trás

Quantos muros ergam
Como o de Berlim
Por mais que perdurem
Sempre terão fim

E assim por diante
Nunca vai parar
Seja neste mundo
Ou em qualquer lugar

Por isso é que um cangaceiro
Será sempre anjo e capeta, bandido e herói
Deu-se notícia do fim do cangaço
E a notícia foi o estardalhaço que foi
Passaram-se os anos, eis que um plebiscito
Ressuscita o mito que não se destrói
Oi, Lampião sim, Lampião não, Lampião talvez
Lampião faz bem, Lampião dói
Sempre o pirão de farinha da História
E a farinha e o moinho do tempo que mói

Tantos cangaceiros
Como Lampião
Por mais que se matem
Sempre voltarão

E assim por diante
Nunca vai parar
Inferno de Dante
Céu de Jeová

Dinâmicas para a Interação dos Alunos

Preparação para Dinâmica do Nó

Além de toda leitura tem também as dinâmicas de grupo,nelas os facilitadores buscam trazer brincadeiras tradicionais para a equipe fazendo assim uma maior interação da turma.por exemplo a dinâmica do nó segundo a educadora cássia”a dinâmica é um momento único onde todos poderão descobrir a importância e a necessidade do trabalho em equipe,valorizando o diferencial de cada um.”

Inicio do Projeto Patrimônio Para Todos – Uma Aventura Através das Memórias chega no Museu do Ceará

Turma do Patrimônio Manhã

O Projeto patrimônio para todos neste segundo semestre chega ao museu do ceará onde reúne mais 40 jovens para mais uma aventura na cidade de fortaleza. divididos em turnos de manha e tarde no 1º dia conheceram seus companheiros de turma,falando sobre você, suas expectativas e sobre o projeto.

Turma do Patrimônio Tarde

Após a entrega do material didático todos leram o primeiro módulo que nos fala sobre o conceito de cultura e sobre as discussões que existem em torno dela.a conversa foi bastante construtiva,todos os alunos deram suas opiniões o que tornaram a discussão muito dinâmica.

Discussão sobre o Patrimônio