Ultimo dia em Poranga-Ce

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Chegou a hora de finalizar as atividades do projeto em Poranga. Momento de fazer um balanço de tudo que vivemos nesses dias.

O encontro ocorreu com as turmas da manhã e tarde reunidas e, juntos, relembramos tudo que vimos e aprendemos durante a oficina. Os alunos puderam expressar suas impressões e opiniões sobre o projeto, a princípio verbalmente e em seguida através de um questionário.

Na apresentação das caixinhas da memória a emoção falou mais alto, histórias antigas carregadas de sentimento vieram à tona arrancando lágrimas e sorrisos em todos. Após tantas palavras comoventes ficou difícil falar alguma coisa. Respiramos fundo e foi com muito orgulho que entregamos os certificados aos participantes.

Parabéns aos jovens de Poranga!

Fica o nosso agradecimento a toda a comunidade de Poranga-Ce, por terem recebido de braços abertos o Projeto Patrimônio Para todos!

Ultimo dia de oficina em Monsenhor Tabosa

Iniciamos nosso último dia de oficina com a turma da manhã e tarde reunida, como a sala não tinha espaço suficiente para todos então fomos para a área do lanche, assim iniciamos nossa oficina desmanchando os repolhos das expectativas e perguntando se o projeto conseguiu alcançar e preencher as expectativas de todos, em seguida demos inicio a apresentação das caixinhas da memória a facilitadora da turma Jéssika de Maria mostrou sua caixinha e nos relatou um pouco de suas memórias e logo em seguida todos fizeram suas apresentações.

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Então cada um do projeto relatou suas expectativas e pensamentos diante da experiência vivida na semana, entregamos os certificados, foi uma despedida cheia de emoções e que nos deixou um gostinho de saudades.

Aula de campo em Monsenhor Tabosa

Iniciamos nosso segundo dia de registros patrimoniais pela manhã percorrendo 32 km rumo ao açude da Dorca, uma senhora de 84 anosbastante receptiva que tem forte relação com o açude. D. Dorca nos contou que o açude foi construído ao lado de sua casa após ela fazer o pedido ao prefeito, já que a região é muito carente e não tinha sequer água para dar aos bichos. Após a entrevista, a turma foi tomar banho no açude, todos se divertiram bastante.

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Pela tarde, fomos com a turma em direção a aldeia Grota Verde, lá entrevistamos a D. Vânia, uma das mais antigas parteiras da região, responsável pelo nascimento de muitos daquela localidade, inclusive pelo nascimento de nossa facilitadora local Fabiana, que a chama por “mãe” e a trata com muito respeito. Apesar da idade avançada e não realizar mais partos, D. Vânia diz que não deixa ninguém na mão, ” Se vier eu pego, não deixo criança nenhuma cair não”.

O segundo entrevistado da tarde foi o Sr Raimundo Pereira, um dos primeiros moradores da aldeia. Sr. Raimundo relatou que chegou a aldeia em 1937, naquele tempo só existiam três casas na localidade, com o passar dos anos e organização de um mutirão foi construída a igreja, um dos símbolos de Grota Verde. Assim finalizamos mais um dia de visitas de campo, muito felizes pelo trabalho realizado.

Segundo dia de aula de campo em Poranga-Ce

O friozinho da serra deu lugar a um dia muito ensolarado em nossa segunda aula de campo. Nossa aventura pela cidade começou pela manhã cedinho. Juntos conhecemos a Oca da memória. Em seguida o jovem Pedro Henrique(Pedrinho) entrevistou o Sr. Chico Crispim que é artesão e também o Pajé Tabajara. A conversa foi maravilhosa, todos os alunos ouviam atentamente, Seu Chico tem muito conhecimento e avisou: “ Se alguém da tribo se interessar ele ensina tudo”. Seguimos para conhecer o Terreiro de Umbanda do Pai Benedito. Lá nos encontramos com nossa ancestralidade miscigenada entre índios e africanos, além de elementos do catolicismo. Sr. Francisco, o Pai de Santo, nos respondeu à todas perguntas de maneira clara. As dúvidas foram respondidas e depois nossa trupe embarcou na van até o outro lado da cidade, lá no alto onde fica a Igrejinha de Pedra. Uma construção muito antiga que foi construída pelos índios e que até hoje, apesar de ser católica está de portas abertas para os rituais sagrados indígenas. E até as pessoas da umbanda frequentam o local para se energizarem neste local sagrado. Nesse clima de paz partimos até a Pedra grande e uma surpresa: Poranga contemplada de uma vista panorâmica é mais linda ainda. Que beleza de patrimônio natural! Para finalizar esta manhã super animada, fomos até o Pinga, pertinho de onde Seu Francisco e Dona Tereza Kalabaça moram. Que honra conhecer esse casal cheio de sabedoria. Nossa despedida foi perfeita: Depois de nos contar sobre seus costumes, histórias da cidade e seus saberes, Seu Francisco tornou esse momento mais especial ainda,colocou seu cocá, tocou se maracá, cantou e nos encantou com o Toré.

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Segundo dia de aula de campo no município de Poranga. Os participantes chegaram com muita garra e determinação,dispostos a doar tudo de si para que este dia de oficina fosse realizado de forma excelente. Caminhamos pelo bairro até chegar ao nosso destino, nesse percurso e durante as entrevistas tive a oportunidade de observar mais de perto todo o envolvimento que os jovens tem com a comunidade,sem contar todo o carinho e respeito que os mesmos tem para com os moradores mais idosos.Com o fim de mais um dia de oficina, temos a sensação de dever cumprido graças a participação de todos os envolvidos no Projeto Patrimônio Para Todos em Poranga.

Primeiro dia de aula de campo em Poranga-Ce

Foi com muita atenção e euforia que saimos em rumo a nossa primeira aula de campo. Antes de iniciarmos nossa aventura, simulamos as entrevistas. Nesse momento de descontração, as equipes aprenderam na prática a utilizar as mídias, o preenchimento das fichas de entrevista e todos os detalhes referentes ao processo. Apesar de serem jovens, demonstraram muita maturidade.
A nossa primeira parada foi na casa da D. Lurdes, uma conhecida rezadeira da região, ela nos abriu suas portas e nos contou um pouco da sua rica história de vida e do seu sagrado ofício.
Seguimos em rumo ao olho D’água, um lugar cheio de histórias e lendas de seres encantados. Quem nos acompanhou para nos relatar sua experiência real com a Mãe D’água foi o Seu Dias, um Tabajara antigo e muito alegre da região. Esta é uma lenda bastante popular em Poranga, no entanto, através dele,ganha cores, movimentos e emoção !
Os jovens ouviram compenetrados cada palavra, poderíamos dizer que estavam encantados…
Obrigada, Seu Dias!
É com muita empolgação que esperamos a aula de amanhã.

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Inicio das aulas de campo do Projeto Patrimônio Para Todos,os participantes sairam a campo muito empolgados com a idéia deles mesmos realizarem o os registros para o blog do projeto,fomos a Aldeia do Cajueiro onde conversamos com o senhor Mardônio artesão e a senhora Eliane mporadora da Aldeia do Cajueiro.O primeiro dia de aula de campo foi maravilhoso e ja deu para perceber que a galera que estar participando estar com todo o gás e garra para realizar mais esta fase do Projeto.
perla rodrigues

Quarto dia em Monsenhor Tabosa

Iniciamos mais um dia de oficina percorrendo 20Km de estrada carroçal para visitar a Serra da Pelada e entrevistar Arnaldo Gavião , importante cacique da localidade de Boa Vista .
Para conseguir fazer o registro deste patrimônio, tivemos que andar cerca de 50min em mata fechada até chegar ao ponto mais alto da serra, apesar das dificuldades, ao chegarmos lá fomos presenteados com uma vista esplendorosa, que nos fez esquecer todo o cansaço e os arranhões feitos pela mata seca. O cacique Arnaldo Gavião nos falou sobre o seu trabalho na comunidade, e nos tirou algumas dúvidas, enquanto as equipes trabalhavam de forma harmoniosa para que a entrevista fosse um sucesso.

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Arnaldo Gavião relatou a importância da liderança e se diz satisfeito com a valorização que a comunidade local dá a cultura indígena, mas vê a necessidade de valorizar a participação dos jovens, “Os jovens são o futuro do nosso povo indígena, então devemos resgatar a cultura e repassar a cultura para os jovens.” O cacique nos relatou também o motivo da Serra ser chamada Serra da Pelada, que se deu pelo fato de ser um local sem água, totalmente “pelada”, que só tem xique-xique e mato.
Pela tarde, a oficina também foi bem proveitosa. Fomos para a aldeia Jacinto e entrevistamos o Sr Estrogildo, um dos rezadores mais antigo e importantes desta comunidade, ele nos disse que recebe cerca de 3 pessoas por dia em sua casa para curar diversos males, entre eles: quebrante, espinhela caída e encosto.A reza de seu Estrogildo é garantida, “Nunca morreu menino na minha reza”.
Em seguida, a turma entrevistou Sr. Chico Manel, liderança forte da aldeia que luta pelos direitos da comunidade indígena e tem como um dos maiores sonhos a demarcação das terras indígenas, que irão garantir as terras para que eles possam trabalhar e criar os bichos para o sustento da aldeia. Sr. Chico Manel nos levou até sua casa para conhecer um pilão que tem cerca de 150 anos, que era de sua bisavó e até hoje é utilizado e de lá fomos para a cacimba chamada de “chorador” que foi construída para amenizar os impactos da seca. Terminamos mais um dia de oficina felizes pelos resultados e ansiosos pelas próximas descobertas, que venham as próximas visitas de campo!

Terceiro dia em Poranga

No terceiro dia de oficina, através da leitura conjunta do caderno das cidades, viajamos pelas histórias do Jardim das Oliveiras, é aqui neste bairro que está localizada a Escola Diferenciada. O Jardim das Oliveiras está carregado das memórias de quase todos os alunos que aqui residem e, juntos, relembraram as histórias do bairro. Em meio as inúmeras brincadeiras, alegrias e lembranças familiares existe também a marca do preconceito e discriminação.
Contaram-nos que por ser uma localidade predominantemente Tabajara e Kalabaça, a região era conhecida pelos demais moradores da cidade como bofada, fazendo uma analogia aos “bofes” do animal, Os moradores eram tachados de burros e “a única coisa que sabiam fazer bem era dançar o Toré”.
Viajamos mais longe ainda no tempo, até as nossas raízes ancestrais, e, é lá no conflito entre europeus e índios que se encontra a fonte de tamanho preconceito e renegação desta cultura. Os alunos descobriram que, além da violência física, uma das formas de dominar os nativos era destruindo sua cultura. Impuseram uma nova língua, uma nova cultura, uma outra religião, uma máscara cruel.
Quem ainda resistia, passou a se esconder para não sofrer perseguições. Essa realidade ainda hoje se manifesta, os próprios alunos relataram casos aqui mesmo em Poranga.
Relembrar as memórias agradáveis do passado é bom, mas lançar um olhar reflexivo sobre as dificuldades e batalhas é importantíssimo! Principalmente poruqe a batalha ainda não terminou. Apesar da luta, articulação e união da comunidade já ter proporcionado melhorias em suas vidas, ainda há muito a ser feito: Suas terras ainda não são demarcadas, infelizmente este é o caso de quase todas as comunidades. Esta roda de conversa nos levou a refletir na importância da articulação e contato com etnias de outras localidades.
É, a batalha continua mas hoje lutam com outra arma: O conhecimento.
Nossa jornada pelas memórias nos levou ao passado, nos fez compreender melhor o presente e consequentemente alterará parte do futuro.

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Uma quarta-feira normal? não para os participantes do Projeto Patrimônio Para Todos pois com sua energia e vivacidade. Eles fazem da nossa oficina um local cada vez melhor. Iniciamos os trabalhos da oficina com o debate sobre como o nosso bairro tem história e como ela influência a formação de nossas memórias individuais; ainda tivemos uma conversa com foi até os dias atuais participantes sobre a formação indigena-cultural e de como foi o processo do inicio até os dias atuais. Para finalizarmos os trabalhos,realizamos uma prévia de como seriam as aulas de campo,fizemos isso através de uma dinâmica onde podemos explicar de forma muito divertida e prática como funcionam as fichas relacionadas ao projeto e também como eles deveriam utilizar de midias móveis para assim conseguirmos um desempenho cada vez melhor durante a realização das entrevistas para  blog do projeto.