Caixinhas da Memória do Museu do Ceará

No pequeno espaço que existe na caixinha da memória, podemos guardar  lembranças,uma pequena mostra do que é realmente  patrimônio para cada um, fotos de pessoas especiais, presentes de amigos,enfim, imagens e relatos que nos faz reelembrar um passado que em uns segundos se torna tão proximo.

FASO – Xilogravura

Mais conhecido como FASO, Franscisco Adriano desenvolve um trabalho com Desenho, pintura, gravura em metal e Xilogravura, sempre procura aprender novas técnicas fazendo seu trabalho ser divulgado ainda mais, já participou de duas exposições da  unifor plástica com desenhos e pinturas, da exposição Visões Gravadas do Centro Cultural do Bom Jardim,   também na Escola de Artes e Ofícios
Segundo ele: “A paixão pela arte é inesgotável. Não sei o que seria da minha vida sem ela, não tem sentido, criou um sentido especial. Acho que estar envolvido com a gravura que me possibilita esse novo conhecimento”.

Seu Luís ferroviário

Seu Luis Ferroviario

Ao chegarmos à Associação dos Ferroviários Aposentados do Ceará que fica ao lado da Estação João Felipe, fomos muito bem recebidos por Seu Luis. Ele estava em sua sala escutando Luís Gonzaga e sua simpatia nos empolgou. O senhor aposentado trabalhou durante muito tempo no transporte férreo e hoje continua como voluntário na Associação. Contou-nos que iniciou com 16 anos apenas, mediante concurso público. Disse que tudo em sua vida partiu das trilhas e dos trens, o sustento de sua família, sua formação como homem de caráter e seu crescimento profissional. Para Seu Luis a família é muito importante.

Foto da Estação João Felipe

ou que no início era complicado, pois era muito jovem e teve dificuldades, mas no passar dos anos foi se estabelecendo no serviço. Seu Luís mostrou com orgulho seus pertences mais valiosos que lembram a época mais vibrante das estações ferroviárias, como por exemplo, seu aparelho de código morci e uma réplica de locomotiva. Como entender o amor que alguém tem pelas estradas de ferro e a relação que isso tem com sua vida? Nossos amigos, os senhores da Associação ? todos têm histórias semelhantes com a de Seu Luís, com certeza são guardiães importantes das memórias sobre a Estação Professor João Felipe e a poesia existente nas trilhas das vias férreas.

Indústria do Conhecimento

A Turma do Patrimonio em frente à Indútria do Conhecimento

Conhecemos na Estação João Felipe a Indústria do Conhecimento que funciona dentro de um vagão de trem adaptado. É um centro de multimeios que promove o acesso à informação e ao conhecimento estimulando práticas de leitura e pesquisa à população. Na Indústria nós encontramos computadores com acesso a internet para realização de pesquisas e uma biblioteca ótima com mais de 1.300 livros impressos e 10 mil títulos em mídia eletrônica e periódicos, DVDteca, CDteca, gibiteca, etc.

Biblioteca da Indústria do Conhecimento

Estação Professor João Felipe

A turma do Patrimônio na Estação Joao Felipe

O Projeto Patrimônio para Todos visitou a Estação Férrea João Felipe. Essa estação já mudou de nome três vezes: se chamava Estação Central no período da inauguração em 1873; no governo do ex-presidente Getúlio Vargas, o nome foi alterado para Estação Fortaleza, em 1941; passou a se chamar Estação Professor João Felipe no ano de 1946.

Em 20 de janeiro de 1872 foi o início da construção da estação sendo usado o terreno onde ficavam o Morro do Croatá (antiga base militar do séc. XVII e que em 1859 foi construído o observatório astronômico da Comissão científica idealizada por D. Pedro II, apelidada de “Comissão das Borboletas”) e o Campo da Amélia (onde existia um jardim de 1830 construído para homenagear a II Imperatriz do Brasil, D. Amélia Leuchtthemberg).

Painel estação joao felipe

A inauguração do primeiro prédio foi em 30 de novembro de 1873. A locomotiva Hunslet nº 01, carinhosamente chamada de “A Fortaleza” foi a primeira a andar sobre os trilhos da cidade.

“Quando o dia declinou, exatamente às 17h, o sino tocou; Mestre Rocha [maquinista José da Rocha e Silva] puxou uma corrente; a locomotiva silvou; atração da máquina esticou os engates; os carros se movimentaram, e lá se foi o trem dobrando na Rua Trilho de Ferro em rumo ao Arronches [Parangaba]. O Ceará entrava nos trilhos. Fortaleza passou a contar com seu primeiro transporte de massas.” (LIMA, Francisco de Assis Silva de. PEREIRA, José Hamilton. “Estradas de ferro no Ceará”. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora Ltda., 2007. p. 49)

As primeira locomotivas do Ceará foram trazidas de Leeds, na Inglaterra. Depois de desembarcadas no Poço da Dragas (antigo porto de Fortaleza), foram arrastadas por tração animal e trilhos portáteis para a estação que não havia sido terminada ainda.

A edificação que conhecemos em frente à Praça da Estação (Praça Castro Carreira, homenagem ao Dr. Liberato de Castro Carreira, diretor administrativo da Estrada de Ferro de Baturité) foi fundada em 09 de junho de 1880. Em 24 de abril de 1980, o prédio é incluído no programa de Preservação de patrimônio do Ministério dos Transportes (portaria nº 292). Seu tombamento a nível estadual ocorreu em 30 de novembro de 1983 (Lei nº 16.237, folha 08 do livro de “Tombo Artístico”).

Seu Francisco Augusto Vendedor de Redes

Seu Francisco Augusto de Oliveira - vendedor de redes

O uso da rede para dormir é bastante antigo, é um costume herdado dos indígenas brasileiros. Eles chamavam a rede de ini. A utilização da rede acompanha todo a historia do povo brasileiro, sendo usada desde o nascimento até a morte. Hoje ela serve como ponto de referência aos costumes regionais. Seu Francisco Augusto de Oliveira é vendedor de redes desde nove anos de idade. Atualmente, trabalha no Centro de Fortaleza, mas já viajou o Brasil todo vendendo suas redes.

Produtos de Seu Francisco

ENCETUR – Centro de Turismo do Ceará

Na Encetur a turma do Patrimônio para Todos visitou o museu existente lá. As diversas obras que fazem parte de seu acervo, são de diversos artistas cearenses.

O prédio onde hoje funciona a Encetur foi construído para ser a primeira cadeia de Fortaleza em 1866. Quase cem anos depois o presídio foi transferido para o Presídio Paulo Sarasate e o prédio passou por uma restauração, sendo entregue à população como o Centro de Turismo do Ceará. A parte superior do edifício, onde hoje funciona o museu de arte e artesanato, era a parte administrativa. Já a área do térreo onde antes eram as celas, hoje funcionam as lojas de artesanato onde podem ser encontradas muitas peças lindas de nosso cultura artística.