Planejamento de travessias no rio e nas memórias

Sentimos a emoção das lembranças revividas nas memórias, fica claro a ligação das experiências com espaços e pessoas que fazem parte da vida dos participantes. E o registro parece ser o momento mais esperado das oficinas por ambas as turmas. As aulas de campo se aproximam e os participantes iniciam os preparativos para fazer o registro dos bens patrimoniais que vão contar um pouco da história de Sobral a partir de novos olhares.

Nos próximos dois dias, estaremos em uma aventura entre as águas do rio Acaraú e as memórias do povo da cidade. As expectativas são grandes e o trabalho é árduo, mas a turma mostra que histórias ainda não contadas farão parte das páginas que desvendam Sobral.

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Entre muros consagrados e doces lembranças

Igreja em Sobral

O Centro histórico de Sobral já é bastante conhecido inclusive tombado, sua monumentalidade impressiona, mas hoje, a turma foi além das paredes dos grandes prédios e passeou pelas histórias do povo sobralense. Nas discussões acerca dos patrimônios locais, os participantes identificaram personalidades e histórias que enriqueceram o imaginário popular da cidade.

A tarde desta terça-feira foi muito produtiva. A turma se descontraiu e fez transparecer as memórias de infância que ficaram marcadas nas ruas, casas, pedras e até mesmo, na água. O saber acadêmico se mesclou com o saber popular como se fosse um alfenim (doce típico sobralense e muito comum nos festejos locais de São Francisco).

Chuva, cultura e calor humano em Sobral

Nossa chegada em Sobral foi no mínimo, curiosa. Logo na estrada, nós tivemos notícia da chuva que havia caído na cidade, aguaceiro que trouxe medo a alguns sobralenses, mas encheu além de cisternas, a esperanças dos sertanejos que esperam ansiosos pelas cheias do majestoso Rio Acaraú.

Mas a chuva não desanimou os participantes da oficina, que nas duas turmas, provaram que o famoso calor dessa terra se deve, em parte, à vontade e à garra de seus moradores. E  foi esse calor que embalou as discussões sobre cultura e patrimônio. As turmas demonstraram bastante conhecimento a respeito do assunto, o que fica claro com o depoimento de uma das participantes da turma da manhã, “Antes eu achava que cultura era só arte, como dança e música, mas hoje, no curso acadêmico de História, já entendo que cultura é nosso modo de ser”, explicou Rafaela, universitária do curso de História da UVA.

 

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