Caixa de Memórias de Parangaba

Depois de uma semana de experiências enriquecedoras encerramos nossas atividades com a entrega dos certificados e a apresentação das caixas de memória, trazendo muitas recordações e saudades. Concluímos com a certeza de que criamos um entendimento mais próximo, dando novos olhares sobre os valores que circulam o Projeto Patrimônio para Todos.

In Lagoa

Pescador Antônio Oliveira da Costa aos seus 48 anos de idade tem como lazer, há dez anos, o ofício de pescar.  No início ele utilizava como instrumento  de pescaria a “vara de pescar” depois passou a utilizar-se da “tarrafa” pois segundo ele é bem mais prático e fácil,  que em uma única tentativa dá para pegar, em média sessenta peixes, cujo os pequenos são devolvidos à lagoa e os maiores são levados para fazer parte da refeição de toda a família. Confira a pescaria…

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Dona Rita Rezadeira

Dona Rita Pedro dos Santos de 70 anos, conhecida como “Rezadeira Padre Cícero” prática esse ofício á 30 anos, teve esse saber passado por sua vó.  Recebe aproximadamente, ate 30 pessoas por dia entre crianças e adultos em sua residência, é a única rezadeira da família, mas procura passar para suas filhas isto que ela acredita ser um dom, com a esperança que esse ofício continue de geração a geração. Seus instrumentos de trabalho são flores, velas e perfumes. Não cobra dinheiro pelo trabalho, já que julga assim estar  fazendo o bem para os seus  visitantes.  Recebe visitas de vários lugares, São Paulo, Santa Catarina dentre outros. Geralmente a procuram para cura de mal olhado, doenças e caminho fechado.  Apesar de sua idade, ás vezes se desloca para prestar serviço em algum lugar com muita satisfação. E com muito amor julga ter muita paixão pelo que faz.

Bar Avião

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José Odacy Natalense, conhecido como Odacy, 78 anos, mora no bairro de Parangaba desde 1932. Conta com emoção que em 1949 devido a afinidade de seu pai por aviões surgiu  a idéia de criar uma estrutura semelhante a uma aeronave ficando conhecida até hoje como ”Bar Avião”. O estabelecimento deixado por seu pai funcionou até 2005  devido os problemas de saúde de Odacy, impossibilitando-o de seguir com o bar aberto.

 

 

Hoje a estrutura funciona como borracharia, mas o desejo de seu dono é ver o bar reformado já que ele foi tombado,  faz parte de sua história e relata as visitas de seus antigos frequentadores, soldados americanos da guerra de 1943 e os próprios moradores do bairro os quais fizeram do local uma ponto de encontro.

 

Mãe Parangaba

0 Terreiro hoje recebe este nome em homenagem a sua fundadora Maria Gomes dos Santos, populamente conhecida como “ Maria Parangaba ”.  Seu filho Leonilson que desde os 7 anos participa das reuniões, hoje é quem está a frente do terreiro, na ausência de “ Pai Nilson ”, como é conhecido fomos recebidos por Maria Margarida Neres da Silva, de 62 anos, mãe de santo, segundo ela o local de culto existe a 40 anos e há 39 é registrado e nas quintas-feiras ocorre o ritual chamado Báia onde os mediuns incorporam  os Órixas, bebem (cerveja,whisky), realizam trabalhos de curas, união de pessoas e trabalhos particulares. Contamos também com a colaboração  de Luciano Augusto, “ Pai de santo ” que nos relatou às visitas de pessoas de várias localidades, São Paulo , Rio de Janeiro, famosos entre outros.

Há uma festa anual chamada “ Festa de Yemanja Rainha das Águas ”, festa onde todos os adeptos da umbanda se reunem e fazem oferendas de perfumes, frutas e flores.

O Projeto Patrimônio Para Todos foi pioneiro nessa visitação ao terreiro, Maria Parangaba, com intuito de mostrar esta manifestação cultural.