Bastiões no Ritmo do Free Step

O grupo A friends towget surgiu da união de seis jovens que gostavam de dançar. Inicialmente o grupo só dançava rebolation, mas com o acesso a internet passaram a ver vídeos de outros estilos de dança como o brake, tectonic, robot dance, surft e jump.
Apesar de já existir a algum tempo o grupo ainda não se apresentou para um grande público e tem sua primeira apresentação marcada para o dia 30 de agosto na feira de ciências em Iracema.
Atualmente o grupo é composto por Marcílio, Marcelo, Lucas, Alex, Murilo e Dudu e estão sempre disponíveis a ensinar qualquer um que queira aprender um passo de Free step.

Caixinhas de Mémoria de Limoeiro do Norte

Em Limoeiro do Norte não poderia ser diferente, as caixas de mémorias ricas em lembranças dos alunos e as conversas com os mestres só fizeram renascer sentimentos que antes eram esquecidos e ver que diante das dificuldades o que importa é o que você leva pra vida. As experiências trocadas pelos alunos fizeram que no final suas caixinhas da memória fossem mostradas com emoção e entusiasmo, sentimento de mais uma fase finalizada.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Mestre João Venâncio e Luiz Caboclo

Identidade de um Povo

Os Mestres João Venâncio e Luiz Caboclo ambos pertencentes ao aldeamento indígena de Almofala – Itarema, no seu depoimento Mestre João Venâncio desabafa os obstáculos que vem sofrendo ao longo desses anos para manter viva sua cultura e a identidade de seu povo, uma vez que seu espaço é ameaçado pelo avanço da civilização e de ações capitalistas, ele conta que são quatro os princípios que causaram muito do genocídio de sua cultura, são elas a globalização, civilização, democracia e municipalização.

Segundo ele seu povo não precisa desses meios para sobreviver, pois eles ainda plantam e pescam, o que é suficiente para prover o sustento de sua gente, tudo o que precisam encontram na natureza, na própria aldeia tem escola lá eles repassam um pouco do que restou de seu idioma que é o nangué, no aldeamento eles realizam suas danças típicas como o torem acreditando dessa forma manter afastados os maus espíritos, o Mestre João Venâncio é o cacique (prefeito) e o Mestre Luiz Caboclo é o Pajé (doutor) responsável pela confecção dos elixis  e garrafadas curativas, a fogueira tem vários significados dentre eles a purificação, o casamento é a representação do amor não existe um ritual a exemplo da igreja católica, por fim o Mestre Venâncio deu suas benção e a autorização de imagem e divulgação de seu depoimento tendo em mente contribuir para o sucesso de nosso trabalho.

Mestre Antônio de Souza

Brincantes das Caretas

O Mestre Antônio de Souza da comunidade Sassaré – Potengi, em seu relato ele nos disse que há 30 anos brinca da dança dos caretas e que sente muito orgulho dessa manifestação que foi passada para ele pelo mestre Muriqui, a dança dos caretas segundo ele reuni muitos ritmos como o Xote, Xoró, baião e a dança dos caretas mesclando-se numa simbiose de danças e expressões, os caretas utilizam uma máscara feita de madeira e couro, com desenhos e pinturas que dão cor e vida a personagem.

Turma do Patrimônio com o Mestre das Caretas

Mestre Antônio conta que as mulheres não dançam e que essa arte é quase sempre uma representação masculina, dizendo ele que as mães das meninas tem um pouco de “racismo”, conotação pejorativa que indica o olhar de estranhamento que as mulheres têm para com a manifestação artística.

Mestre Lúcia Pequeno

Mestre Lúcia Pequena

A Mestra Lúcia Pequena nos falou um pouco do seu oficio que é o domínio e manejo do barro, matéria prima essencial para a produção e confecção de suas obras. Segundo ela, aprendeu tal proeza com os pais desde que era menina. Hoje ela produz suas peças com o auxilio de suas duas irmãs que lhe ajudam na elaboração diária de seus produtos. Com uma variedade de tipos e formas, seu artesanato é composto por uma diversidade de peças como: jogos de chá, jarras, potes e outras miudezas que elas vendem para a cidade de Limoeiro e outros municípios da região Jaguaribana. Seu artesanato aos poucos foi ganhando notoriedade e reconhecimento e atualmente é também vendido na CEART de Fortaleza bem como exportado para comercialização nos EUA.

O Domínio e manejo do Barro

Ela nos diz em seu depoimento que não teme que sua arte se acabe, pois sempre está realizando oficinas e cursos nas escolas do município de Limoeiro. Acredita que assim estará dando continuidade a seu oficio e possibilitando que as futuras gerações venham a valorizar e se interessar pelo mesmo.

Oficina de Metodologias de Educação Patrimonial

Durante o V Encontro Mestres do Mundo foi realizada ainda a oficina Metodologias de Educação Patrimonial, oferecida a profissionais de educação da rede pública estadual de todo o estado e ministrada pelo historiador João Paulo Vieira Neto, integrante do Programa de Especialização em Patrimônio – PEP/ IPHAN.

Educação Patrimonial para professores

A oficina tinha como objetivo oportunizar a reflexão crítica acerca dos conceitos de patrimônio cultural e educação patrimonial com o intuito de oferecer a estes educadores elementos teóricos e metodológicos para a elaboração de projetos de educação para o patrimônio em cidades interioranas de todo o Ceará.

Profº João Paulo elaborando Projetos de educação

O Cortejo dos Mestres do Mundo

O Cortejo deu inicio as celebrações e manifestações populares realizadas pelos mestres do mundo, as ruas de Limoeiro do Norte foi palco das inúmeras apresentações. Os Mestres apresentam à cidade os seus modos, saberes e fazeres, que adiquiriram durante sua vida. Alegria dos Mestres contagiou a todos que ali estavam.