Joaquim Lopes de Magalhães

Trabalhou boa parte da sua vida na agricultura para ajudar sua família e também prestou serviços na igreja de Nossa Senhora do Carmo. Contou histórias sobre a sua infância e adolescência. Uma das que chamou a atenção do grupo foi a de um sonho que seu avô contava que teve que foi ao inferno e voltou viu uma casa velha onde tinha um cão deitado que saiu correndo atrás dele. Motivo de grande susto que o fez acordar.

“Na sua profissão ele era agricultor sua vida foi um sofrimento, com desgraça e muita dor.

Joaquim disse que a vida dele agora mudou tudo é lindo e muito belo, disse que valeu apena tanto que lutou”.

 

 

 

Caixa de Memórias de Bastiões

D. Zermar e as memórias de Bastiões

D. Zermar é mais uma guardiã das memórias de Bastiões.
Ela nos conta que a comunidade foi fundada por duas negras que vieram da Bahia e se alojaram naquelas terras. Perto da comunidade, num local chamado Saco dos Frades, que atualmente é Aquinópolis, moravam dois frades que tinham vindo de Pernambuco fugidos de uma revolução. Eles compraram um pedaço de terra no Pereiro e outro nas Goiabeiras. Lá eles construíram uma barraca e colocaram a imagem de Nossa Senhora do Carmo. Os frades ficavam um tempo na serra do Pereiro e outro nas Goiabeiras.
Após um período houve um incêndio na barraca e o fogo queimou tudo menos a imagem da santa, deixando-a intacta. As duas negras eram devotas de N. Senhora do Carmo, mas não possuíam a imagem de devoção.
Com o tempo, os frades souberam que a revolução havia acabado e resolveram voltar para Pernambuco. Decidiram então trocar a imagem da santa com as negras. “trocaram quatro cavalos e a moeda a gente não sabe, mas se fosse hoje em dia seria três cédulas de R$ 50,00 pela imagem da santa. Elas trouxeram a imagem pra cá e fizeram  um oratório onde hoje fica a capela…”

D. Maria Pequena e o açude Santo Antônio

D. Maria pequena é a moradora mais próxima do Açude Santo Antônio e nos fala um pouco nessa entrevista sobre as dificuldades em se conseguir água antes da construção do Açude e de como ele ajuda no abastecimento da comunidade atualmente.

Carlos e as quadrilhas de Bastiões

Carlos, atual organizador das quadrilhas de Bastiões, nos conta um pouco do seu interesse de reorganizar as quadrilhas que há muito tempo estavam  esquecidas na memória de Bastiões.
A vontade surgiu primeiramente porque Carlos sempre gostou de quadrilhas, mas também para movimentar os jovens da comunidade, os fazendo interagir entre si por meio da dança e da cultura.
A quadrilha buscou principalmente os jovens com o objetivo de mostrar que através da arte eles podem se expressar e mostrar outra forma de encarar a vida.

D. Sinhá – Rezadeira de Bastiões

D. Sinhá nasceu nos Bastiões em 1930 conta que foi a primeira pessoa da comunidade que aprendeu a fazer tela. Houve um período em que ela ensinava até 16 pessoas por dia a fazer seu ofício. Além de confeccionar tela D. Sinhá é rezadeira já livrou várias crianças de “quebrantes”, “vento-caido” entre outras doenças. Nos contou que é capaz de curar uma pessoa a distância basta apenas ter uma peça de roupa do doente que ela reza e a pessoa fica curada.
“Maria Sinhá Pereira da Silva já rezou em muitas crianças, já tirou muito quebrante, e ajudou a muitas mães sem esperanças.
O dom que ela recebeu não é para todas as pessoas pois é um dom maravilhoso, que cura ajuda e previne de varias coisas.”

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D. Antônia, a paneleira de Bastiões…

D. Antônia, artesã e moradora de Bastiões desde que nasceu, nos fala da forma como fabricava sua louça de barro. Ela nos conta que aprendeu a fazer o artesanato sozinha e fala que apesar de ter conseguido criar seus filhos vendendo o que fabricava, não aconselha a ninguém a seguir nessa vida sofrida e cheia de percalços.
Ela conta alegre e sorridente que adora morar na comunidade e só saí de sua casinha se for para morar ali pertinho, no cemitério de Bastiões.