Caixa de Memórias Sabiaguaba

O Luau de Sabiaguaba

O Luau de Sabiaguaba já existe há trinta e cinco anos, ou seja, passando de geração para geração. Tendo início na casa do José Albano e depois passada a prática para outros jovens que até hoje fazem acontecer esse momento sagrado. Os moradores de Sabiaguaba e outros visitantes fazem presença no local, louvando a natureza e o nascer da lua. Além desse momento ocorrem também a feira permacultura naturalista. Enquanto a fogueira queima, ideias são trocadas, histórias são ouvidas e pão e chá são servidos.

A oficina turno tarde no segundo dia de atividade

Este slideshow necessita de JavaScript.

Nossa tarde começou com as apresentações da árvore genealógica da família. Muita criatividade e história interessante sobre a origem da família. No decorrer discutimos sobre patrimônios  cultural e desenvolvemos cartazes sobre os patrimônios que existem em Sabiaguaba. Os participantes falaram sobre os patrimônios naturais como: a linda praia de Sabiaguaba, o mangue e o encontro das águas.

Pela manhã no segundo dia de oficina em Sabiaguaba

Este slideshow necessita de JavaScript.

O segundo dia foi repleto de descobertas sobre patrimônio cultural foram realizadas dinâmica do Nó e Apresentação da arvore genealógica juntamente com exercícios em equipes para fazer atividades com cartazes e colagens de imagens descobrindo e conhecendo o patrimônio cultural.

Patrimônio Para Todos em Sabiaguaba

Este slideshow necessita de JavaScript.

Começamos mais uma aventura através da memoria no bairro de Sabiaguaba, onde tivemos a própria participação dos alunos da Escola Manuel Eduardo Pinheiro Campos. Foram muito importantes os momentos que passamos juntos nesse dia Indiana, Daniela e  Michael ficaram contentes com o desempenho da turma.

Antônio Leonor de Maria

Seu Leonor é um senhor muito simpático e hospitaleiro, coordenador do instituto GDFAM (Grupo de Desenvolvimento Familiar) e escritor. O GDFAM foi criado por um grupo de mulheres batalhadoras, que tomaram posse do terreno pensando em construir um lugar onde as famílias pudessem se desenvolver de maneira amorosa e unido. Está no bairro desde 2004.

Djalma Perreira de Lima

O nome da quadrilha Tom Gil é dado em homenagem aos seus dois fundadores: Antônio e Gilmar. A quadrilha existe há mais de vinte anos e surgiu junto ao movimento JUJA (Jovens Unidos João Arruda), com a intenção de unir os jovens da comunidade vizinhas que estavam em constante rivalidade.

A quadrilha trabalha com crianças e adultos, e já ganharam vários prêmios de festivais em todo o Ceará, dentre eles o de melhor casamento matuto no ano de 1997.

 

 

 

Escuta (Espaço Cultural Frei Tito de Alencar)

O Escuta é um espaço de educação popular que surgiu na década de 80 com a ajuda das comunidades eclesiais de base CEB’S com de Fortaleza e a prefeitura, com o objetivo de promover educação popular por meio da arte como: música, dançar, teatro, reisado, Pastoril e Literatura trabalhando com crianças e jovens da comunidade.

 

 

 

Associação Cultural Afro Brasileira Maracatu Nação Pici

O grupo existe desde 2005 em parceria com a prefeitura e a comunidade do Bairro com o objetivo de valorizar nossas raízes, atualmente o grupo contar com 250 participantes dentre eles crianças e idosos que se apresentam todos os anos na Avenida Domingos Olimpo e no mês do Folclore eles fazem uma grande comemoração no bairro.

 

 

 

Maria Albeniza

Maria Albeniza,74 anos, nasceu em Sobral e esta no bairro Planalto Pici há 21 anos. Nasceu no dia 25 de agosto e é ministra da eucaristia na Igreja Católica Santo Antônio. Está a serviço da Igreja há mais de 20 anos. Ela contou sobre a história da Igreja, da sua construção até a atualidade.

 

 

 

Caminhada pelo Pici

 Hoje continuamos a nossa caminhada pelo bairro visitamos a quadrilha tom Gil que já ganhou troféu de melhor casamento e á tarde a sede do maracatu nação Pici que trabalha com pessoas de todas as idades e todo ano no dia do folclore eles fazem uma comemoração e uma apresentação no bairro, nossa aventura esta chegando ao fim, mas deixará muitas lembranças.

Pici em Campo

Hoje foi o nosso primeiro dia de caminhada pelo bairro, começamos traçando nossa rota pra facilitar nosso trabalho de pesquisa, pela manha visitamos o GDEFAN conversamos com o Sr. Leonor o vice presidente da associação que nos contou sobre o trabalho com as crianças, visitamos a dona Albaniza ministra eucarística que nos disse que costa de servir aos outros e a Deus, á tarde visitamos dona Meire a rendeira, a Casa Raquel de Queiroz, dona Raimunda guardiã de memória, e o ESCUTA espaço de arte e educação popular e de manifestações culturais.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Joaquim Lopes de Magalhães

Trabalhou boa parte da sua vida na agricultura para ajudar sua família e também prestou serviços na igreja de Nossa Senhora do Carmo. Contou histórias sobre a sua infância e adolescência. Uma das que chamou a atenção do grupo foi a de um sonho que seu avô contava que teve que foi ao inferno e voltou viu uma casa velha onde tinha um cão deitado que saiu correndo atrás dele. Motivo de grande susto que o fez acordar.

“Na sua profissão ele era agricultor sua vida foi um sofrimento, com desgraça e muita dor.

Joaquim disse que a vida dele agora mudou tudo é lindo e muito belo, disse que valeu apena tanto que lutou”.

 

 

 

Galera do Pici cada vez mais animada com as oficinas

Este slideshow necessita de JavaScript.

Hoje recordamos os temas das aulas anteriores, assistimos um trecho do filme narradores de Javé, escrevemos o nosso roteiro de visitas dividimos de acordo com as características: saberes e modo de fazer, guardiões da memória, manifestações religiosas, histórias e lendas e fizemos uma simulação de como seria nossas aulas de campo o que deixou os participantes ainda mais animados para os próximos dias.

 

 

 

Mais um dia marcante no Pici

Começamos nosso dia com as apresentações das arvores genealógicas, realizamos a dinâmica escravos de Jó e discutimos sobre patrimônio cultural, saberes e fazeres, guardiões da memória, manifestações culturais. Os participantes se mostram bastantes entusiasmados com a oficina e com o projeto.

 

 

 

Primeiro dia no Pici

Chegamos ao bairro com bastante disposição e cheios de expectativas, nos deparamos com uma galera muito animada, com muita garra, e empenho. Eles gostaram muito dos kits e da nossa equipe de trabalho e sem contar que eles já tinham uma grande bagagem de conhecimento o que contribuiu muito com os nossos debates ,tenho certeza que essa semana será bastante produtiva.

Alegria e descontração no Pici

O dia começou tranquilo mas com muita empolgação. Foram realizadas Várias dinâmicas para a galera se enturmar, o que aconteceu sem problemas. O bom de trabalhar com jovens é isso; eles estão pronto para aprender e animados para conhecer gente nova.

Este slideshow necessita de JavaScript.


Seu Camboa – bairro Joaquim Távora

Guardião de Mémoria

Sr. Camboa – guardião da memória do bairro Joaquim Távora

Seu Camboa
Francisco Marcos da Silva, Nascido em Cascavel em 30 de setembro 1917 mais conhecido como Seu Camboa (significado: Lago artificial à beira–mar, onde em maré cheia entra peixe miúdo) apelido na qual herdou do pai. Morador do bairro Joaquim Távora desde 1947, viu o bairro mudar e crescer, conta que antes do bairro existir tudo era apenas lama e barro. Onde hoje se encontra o polo era apenas um sitio sem valor cheio de bananeiras na qual durante o inverno a rua se inundava, então ele e finado Sebastião faziam alguns “regos” para que a água descesse direto no sitio, acabaram assim sendo conhecidos como fiscais da rua. Seu Camboa também conta que trabalhou com seu Bené fazendo laje e calçamento e que sua casa era apenas um barraco onde sua família vivia dentro de um “buraco” aproximadamente 70 cm. Hoje aos 94 anos Seu Camboa é um homem realizado, se orgulha do patrimônio que ergueu com muito esforço, além do seu maior bem que é sua família constituída por 3 filhos do primeiro casamento e 6 no segundo, 27 netos, 17 bisnetos e 1 tataraneto.

Ginásio Paulo Sarasate

Lugar de memória

Ginásio Paulo Sarasate é um ginásio de Fortaleza. Nele encontra-se a sede da Secretaria de Esporte e Lazer de Fortaleza. Foi inaugurado em 24 de setembro de 1971 e tem capacidade para 17 mil pessoas sentadas.

O evento de inauguração foi a partida de futebol de salão entre Sumov, da casa, e Palmeiras, terminando 2 x 1 para o time visitante. No mês seguinte, no dia 16 de novembro, o grupo Harlem Globetrotters se apresentou no local.

O “Paulo Sarasate” abrigou vários shows e eventos públicos. No esporte tem abrigado jogos de vários campeonatos desde o âmbito local até internacional como a Taça Brasil de Futsal e o Grand Prix de Futsal e também vários eventos religiosos.
Além de ter sido palco de shows lendários para o público cearense como: Raul Seixas e Legião Urbana.

Carlos e as quadrilhas de Bastiões

Carlos, atual organizador das quadrilhas de Bastiões, nos conta um pouco do seu interesse de reorganizar as quadrilhas que há muito tempo estavam  esquecidas na memória de Bastiões.
A vontade surgiu primeiramente porque Carlos sempre gostou de quadrilhas, mas também para movimentar os jovens da comunidade, os fazendo interagir entre si por meio da dança e da cultura.
A quadrilha buscou principalmente os jovens com o objetivo de mostrar que através da arte eles podem se expressar e mostrar outra forma de encarar a vida.

D. Sinhá – Rezadeira de Bastiões

D. Sinhá nasceu nos Bastiões em 1930 conta que foi a primeira pessoa da comunidade que aprendeu a fazer tela. Houve um período em que ela ensinava até 16 pessoas por dia a fazer seu ofício. Além de confeccionar tela D. Sinhá é rezadeira já livrou várias crianças de “quebrantes”, “vento-caido” entre outras doenças. Nos contou que é capaz de curar uma pessoa a distância basta apenas ter uma peça de roupa do doente que ela reza e a pessoa fica curada.
“Maria Sinhá Pereira da Silva já rezou em muitas crianças, já tirou muito quebrante, e ajudou a muitas mães sem esperanças.
O dom que ela recebeu não é para todas as pessoas pois é um dom maravilhoso, que cura ajuda e previne de varias coisas.”

Este slideshow necessita de JavaScript.

Peinha – Saberes e modos de fazer

José Joaquim Assis, mas conhecido como “Peinha” nasceu nos Bastiões. Atualmente é o coveiro da comunidade, possui a habilidade de fazer caçuá de couro. Contou nos sobre o processo da produção de caçuá. Que ainda, hoje é bastante utilizado pelos moradores de Bastiões para carregar, milho,feijão, arroz entre outros “Dá pra levar tudo” diz ele.

Zé bezerra e a arte de lidar com couro

José Bezerra Magalhães, mais conhecido como Zé Bezerra, trabalha com couro a 35 anos e fala orgulhoso que aprendeu o oficio sozinho. Disse que um dia quando estava sem nada pra fazer, resolveu desmontar uma cela e montá-la novamente. A partir desse momento entendeu o processo de montagem e não parou mais de fabricar.
Sr. Zé Bezerra diz vaidoso que recebe várias encomendas de toda a região e que nunca recebeu nenhuma reclamação  de seus clientes.

 

 

 

Sr. Chico Currimboque

Francisco Balbino, conhecido como Chico Currimboque é morador da comunidade de Bastiões desde que nasceu. Adora contar e inventar estórias sobre o cotidiano e sobre o trabalho no roçado.
“Agora vem o Chico Currimboque,
Que na hora ficou nervoso.
Falou de lendas, histórias antigas,
Eita! Homem talentoso,
É idoso mais fala bonito,
É surdo, não escuta bem,
É muito conhecido,
Tem saber que muitos jovens não tem.”