Uma experiência única (Caixa de Memórias Caucaia)

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Desbravar-se na cultura de outros povos foi perceber que apesar das diferenças temos também muito em comum. Somos uma mistura de muitos; índios, negros, europeus… E de cada um trazemos traços com os quais nos identificamos.
O trabalho realizado nas comunidades dos Tapebas e do Planalto Caucaia foi uma experiência única, rica de aprendizado. A cada relato que ouvimos, percebemos a importância de se sentir pertencente a um lugar, a uma cultura. Os guardiões da memória nos encantaram com suas recordações e vontade de transmitir aos mais novos o valor da história de sua comunidade. Podemos nos maravilhar com as lendas contadas pelos mais sábios na aldeia Tapeba e com a energia jovem que irradia do Planalto Caucaia.·.

Adentrar na história e na cultura dessas comunidades nos possibilitou um novo olhar, real e admirador.

Emoção, descoberta e aprendizado são palavras que podem resumir essa semana de vivência com realidades tão próximas e distintas.

Obrigado a todos que participaram desse projeto, comunidades Tapeba e do Planalto Caucaia, contribuindo com seus ensinamentos e memórias.

Tavares: Lugar de Muitas Memórias

Tavares é um local de memória conhecido anteriormente por sua grande beleza;Hoje a comunidade lamenta a grande ganância do homem que contribuiu para que no local houvesse um grande deslizamento de terra que destruiu parte da antiga beleza do local.

Para conhecermos a região fomos acompanhados pelos guardiões da memória Sr.Maciel, Sr. Bernardo e Seu Cícero irmão do Cacique dos Kanindé de Aratuba.Os participantes falaram das memórias que aquele lugar trazia, uma época de fartura e abundância de água, em que a beleza era algo inexplicável.

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A Vocação de Ensinar

Foi alegremente que Ivonês, 27 anos, assumiu diante daquela classe a sua indentidade indígena e ostentou que sua profissão como educadora é a materialização de um sonho realizado.

 Perguntamos a ela sobre o que, em sua opinião, seria um trabalho digno. Sua posição foi a de que a dignidade provém do esforço e perseverança em direção aquilo que se deseja tornar realidade. A firmeza e maturidade das palavras dessa jovem, certamente guardava algo de ancentral. Sua voz era o eco de muitas outras vidas, simples como ela também se mostrou, zelando e influindo sobre as decisões das gerações do povo kanindé.

Entrega de Certificados na Comunidade de Fernandes – Aratuba

A entrega dos certificados foi um momento de grande euforia, todos estavam ansiosos para ver o que para eles é a concretização de uma semana de esforço e novas experiências.Somos gratos a Aratuba, gratos ao seu povo  e temos a certeza de que a saudade ainda ficará.

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“Alguns de nossa aldeia foram embora,

e a saudade no peito ainda mora.

Guardo com amor e carinho

por isso não estamos sozinhos

zelamos por nossa cultura,

que é tão pouco preservada

vamos botar pra frente pra que não seja acabada.”

Autora: Valdilane Santos Alexandre

 (Participante do Projeto Patrimônio Para Todos 2012/Aratuba)

Caixas da Memória da comunidade Fernandes – Aratuba

            Nossa jornada chega ao fim, hoje tivemos apresentação das tão esperadas caixinhas da memória, a turma que dissera não saber ou não ter nenhum objeto que pudesse trazer, nos emocionou com as histórias ali contadas.

 

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Fermentando melhores dias

Sr. Cícero, Sr. Bernardo e o Sr. José Maciel foram companheiros durante grande parte das visitas desse dia. Encerramos nosso itinerário de visitas num lugar não menos significativo que a  Associação dos kanindé. Ali tivemos a oportunidade de ouvir mais sobre a Festa do Mungunzá como um banquete em celebração à alegria de se ter o alimento posto à mesa e até mesmo sobre habilidades de caça.

 

Ouvimos ainda a fala de Helenilson, filho de Sr. Cícero, jovem historiador e diretor da Escola Indígena que reforçou o pensamento de que a juventude kanindé atual, em sua opinião, precisa incluir em sua identificação como indígena a busca pelo conhecimento, pela conexão com as novas demandas e tecnologias desenvolvidas pela modernidade. Destacou o acesso a uma universidade pública como um direito pelo qual esses jovens precisam lutar e garantir. Em seguida, veio o alimento. O mungunzá estava uma delícia!

No batente de uma Artesã Creusa e seu Croché

Dona Creuza, foi uma das entrevistadas a reforçarem a fala de que belas peças como a do seu artesanato   tinham sido aprendidas com Dona Albertina, que se tornou, por sua vez,  um verdadeiro mito das terras do povo kanindé de Aratuba e objeto de pesquisa para aquelas e aqueles mais curiosos.

Foi com alegria que Dona Creuza nos recepcionou em frente de sua casa ou, como dizem outros, no seu batente, dizendo que “aquilo que soubesse responder responderia”. Assim aconteceu. Sentada num banquinho, enquanto respondia as perguntas da equipe de entrevistadores da turma, ela até parecia uma contadora de histórias, falando de meados dos anos 50, época que seus olhos não presenciaram, mas que é conhecimento adquirido desde os seus familiares