D. Beth (Caucaia)

Quando chegamos para entrevistar a senhora Elizabeth ela nos esperava com um sorriso no rosto e bastante alegria para nos contar as lembranças que acumulou ao longo de seus 54 anos de vida.

Além de guardiã da memória, ela é líder do povo indígena, artesã e ex-professora da Escola Tapeba.

D. Célia Maria (Caucaia)

D. Célia, uma das moradoras mais antigas da comunidade Tapeba, conta que a retomada foi um processo de disputa pelas terras que anteriormente pertenciam aos indígenas e que estavam de posse de outras pessoas.

Os índios Tapebas sem terem onde morar se uniram e foram à luta pelo que lhes era de direito. Eles tiveram a ajuda de outras comunidades indígenas como a da Pedreira e da Capoeira.

Além do processo de retomada, D. Célia conta alguns detalhes da comunidade de tempos atrás, como do que se alimentavam a falta de transporte e a forma de trabalho.

Uma história interessante contada por ela é a do “cão-sem-cabeça”, que todos tinham medo, mas que na verdade era o carro, transporte que eles nunca tinham visto.

Fabiano Silva / Pintura Corporal

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A pintura corporal é uma tradição da comunidade indígena Tapeba. Ela é utilizada nos rituais como na dança do toré e na dança guerreira. As várias formas de pintura possuem um significado. Os dois peixes namorando, por exemplo, representam a pesca. Assim como as cores utilizadas, o preto representa o luto e o vermelho a luta.   O ato de se pintar também é uma forma de sentirem protegidos ao irem às batalhas, além de valorizar a cultura indígena.

 Há 11 anos, Fabiano Silva, índio Tapeba, trabalha com essa arte, de onde tira sua fonte de renda. Informou que a tinta é feita do jenipapo, mas não revela o segredo de como fazê-la e que aprendeu essa tradição da pintura com seus pais.

Flávio Almeida / Artesanato (Caucaia)

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Tudo começou em uma oficina de artesanato em que os alunos faziam bonecos de mamulengo esculpidos em madeira, e Flávio, observando-os, arriscou fazer também. De primeira fez um trabalho bem feito e diferenciado, sendo reconhecido pelo instrutor que o incentivou lhe confiando outros trabalhos.

Com o decorrer do tempo, Flávio viu o potencial do trabalho utilizando a palha da carnaúba e do coqueiro, maior parte do material que utiliza nas suas obras.

Hoje, além de trabalhar fazendo suas próprias obras ele ministra oficinas em que tem prazer de ensinar a outras pessoas a técnica de seu trabalho.

Pinturas corporais (Caucaia – Comunidade Tapeba)

                pinturas corporal

Podemos perceber a riqueza cultural dos Tapebas desde que chegamos a comunidade. A prática de pintar o corpo com tinta de jenipapo esta presente no cotidiano dos jovens. É uma maneira de manterem viva essa tradição, além de um reconhecimento pessoal.

Arte indígena na comunidade Tapeba

Já reparou que as pinturas corporais indígenas, na maioria das vezes são feitas com tintura preta e vermelha?

Hoje, tivemos a oportunidade de saber um pouco sobre isso. Segundo um jovem Tapeba, o preto simboliza o luto e o vermelho representa a luta. Luta pela preservação de suas terras e de sua cultura. Esse costume de se pintar antes de irem às batalhas é uma maneira que eles têm de se sentirem protegidos e assim atingirem seu alvo.

Os desenhos a seguir foram feitos pelos alunos:

Povo Tapeba – Verdadeiros conhecedores de sua História (Caucaia)

No início da da oficina os participantes estavam um pouco tímidos, mas com as dinâmicas a interação foi acontecendo. Conversamos sobre cultura e ao apresentarem a atividade proposta eles mostraram ser verdadeiros conhecedores do assunto e deram um show de aula ao falarem sobre sua História, identidade e costumes.