Estação Professor João Felipe

A turma do Patrimônio na Estação Joao Felipe

O Projeto Patrimônio para Todos visitou a Estação Férrea João Felipe. Essa estação já mudou de nome três vezes: se chamava Estação Central no período da inauguração em 1873; no governo do ex-presidente Getúlio Vargas, o nome foi alterado para Estação Fortaleza, em 1941; passou a se chamar Estação Professor João Felipe no ano de 1946.

Em 20 de janeiro de 1872 foi o início da construção da estação sendo usado o terreno onde ficavam o Morro do Croatá (antiga base militar do séc. XVII e que em 1859 foi construído o observatório astronômico da Comissão científica idealizada por D. Pedro II, apelidada de “Comissão das Borboletas”) e o Campo da Amélia (onde existia um jardim de 1830 construído para homenagear a II Imperatriz do Brasil, D. Amélia Leuchtthemberg).

Painel estação joao felipe

A inauguração do primeiro prédio foi em 30 de novembro de 1873. A locomotiva Hunslet nº 01, carinhosamente chamada de “A Fortaleza” foi a primeira a andar sobre os trilhos da cidade.

“Quando o dia declinou, exatamente às 17h, o sino tocou; Mestre Rocha [maquinista José da Rocha e Silva] puxou uma corrente; a locomotiva silvou; atração da máquina esticou os engates; os carros se movimentaram, e lá se foi o trem dobrando na Rua Trilho de Ferro em rumo ao Arronches [Parangaba]. O Ceará entrava nos trilhos. Fortaleza passou a contar com seu primeiro transporte de massas.” (LIMA, Francisco de Assis Silva de. PEREIRA, José Hamilton. “Estradas de ferro no Ceará”. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora Ltda., 2007. p. 49)

As primeira locomotivas do Ceará foram trazidas de Leeds, na Inglaterra. Depois de desembarcadas no Poço da Dragas (antigo porto de Fortaleza), foram arrastadas por tração animal e trilhos portáteis para a estação que não havia sido terminada ainda.

A edificação que conhecemos em frente à Praça da Estação (Praça Castro Carreira, homenagem ao Dr. Liberato de Castro Carreira, diretor administrativo da Estrada de Ferro de Baturité) foi fundada em 09 de junho de 1880. Em 24 de abril de 1980, o prédio é incluído no programa de Preservação de patrimônio do Ministério dos Transportes (portaria nº 292). Seu tombamento a nível estadual ocorreu em 30 de novembro de 1983 (Lei nº 16.237, folha 08 do livro de “Tombo Artístico”).

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